Aumento da violência contra mulher em tempos de quarentena


TEXTO 1

Desde que as medidas de isolamento social, para quem pode ficar em casa, entraram em vigor, um triste número também começou a subir nas estatísticas, e não de casos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Foram o de denúncias de violência doméstica: o aumento foi de cerca de 50% apenas no Rio de Janeiro, mas a realidade de avanço nos casos aconteceu em todo o mundo.

 

Segundo especialistas, a convivência intensa, a tensão do momento e o próprio isolamento social, longe de parentes e amigos, contribui para que o número de casos de violência doméstica aumentem ou piorem. Mas os casos notificados ainda estão bem abaixo da realidade, afirma Marisa Gaudio, diretora de Mulheres da OAB-RJ:

 

- A maioria das mulheres não denuncia o seu agressor ainda. Vivemos em uma sociedade muito machista e patriarcal que culpabiliza a mulher pela agressão, pelo fim de uma relação, especialmente se envolver filhos, e que desestimula essa mulher a denunciar. O convívio intenso, nesse momento de muita ansiedade e tensão, tem piorado os casos. Um pessoa que nunca bateu, por exemplo, pode ter descambado para a violência física.

 

TEXTO 2

As mulheres vítimas de agressão agora podem buscar socorro em farmácias do Espírito Santo. A campanha 'Sinal Vermelho' busca estimular as denúncias de violência doméstica, que aumentaram durante o isolamento social.

 

O sinal vermelho, destaca para um basta. A comunicação entre a vítima e aquele que pode salvar a vida dela não precisa de palavras, nem expressões, o símbolo é um 'X' vermelho na palma da mão, está sendo divulgado em mais de 10 mil farmácias do país. No Espírito Santo, todas as grandes redes como Santa Lúcia, Pague Menos, Pacheco e Drogasil já aderiram a campanha. 

 

A vítima pode usar uma caneta ou um batom vermelho para marcar um 'X' na palma da mão, para o atendente ou farmacêutico, ligar para a polícia. Além disso, os funcionários das farmácias precisam compreender o sinal, através de treinamentos ou uma boa conversa entre o gerente e os atendentes. 

"Tem que ser bem discreto, chamar a vítima em um canto e pegar o telefone ou endereço. Para tomarmos todas as providências e ligar para a polícia", destacou o gerente de farmácia, Murilo Rodrigues. 

TEXTO 3

Os casos de violência doméstica, aumentaram durante a quarentena, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o índice de feminicídio cresceu 22% em março e abril.

 

No Espírito Santo, de acordo com a Secretária de Segurança, somente neste ano, foram mais de 6 mil boletins de ocorrências relacionados a agressões de mulheres, e mais de 3 mil medidas protetivas de urgência.

 

Para a juíza, Hermínia Azoury, coordenadora Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica, a campanha pode salvar muitas vidas.  Além disso é mais fácil a mulher procurar uma farmácia, do que uma delegacia. "Comparando os dados do ano passado, foi observado uma subnotificação nos casos, pensando nisso unimos força para levar a vítima a denunciar de outra forma", disse a juíza.

 

TEXTO 4

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A ELABORAÇÃO DO TEXTO

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: Aumento da violência contra mulher em tempos de quarentena ". Apresente proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.