A tecnologia no combate ao crime


TEXTO 1

A Segurança Pública é um dos assuntos que mais preocupam os brasileiros, haja vista termos índices de assassinatos comparáveis a países em guerra. Especialistas de diversas áreas apontam como principais causas para a difícil situação que vivemos, as mais diversas razões para o aumento da criminalidade, dentre elas, a falta de investimento em educação, a estrutura judiciária brasileira, na qual existem duas polícias com pouca sinergia no âmbito estadual (Civil e Militar), entre outros. Embora todas as visões acima sejam coerentes, acrescento a elas, que para mudarmos positivamente a realidade, precisamos de muito investimento. Sim, investimento em materiais e capacitação de policiais. Acredito que historicamente investimos pouco no setor e tal fato possibilitou a consolidação e expansão do crime organizado em todo o território nacional.

 

Em Minas Gerais, por exemplo, segundo dados do IBGE, a violência e acidentes foram as maiores causas de mortes entre os jovens e adolescentes no estado no ano de 2013. O levantamento do IBGE também revela que os percentuais mais elevados de mortes de homens ocorrem nos grupos de 15 a 24 anos, especialmente por causas violentas e acidentais.

 

TEXTO 2

Os policiais militares de Santa Catarina estão dando adeus ao jeito convencional de registrar ocorrência. Os protocolos em papel e parte das funções realizadas pelo rádio transmissor, estão sendo substituídos por um aplicativo instalado em tablets e smartphones. A Polícia Militar (PM) garante que reduziu pela metade o tempo de atendimento de uma ocorrência. O PM Mobile está sendo testado pela Brigada Militar de Caxias do Sul.

 

Além de diminuir o tempo de atendimento, qualificou a informação que entra no sistema. Tivemos economia de papel e de recursos humanos, já que eliminamos processos de retrabalho. É mais tempo disponível com menos esforço – diz o capitão Joamir Campos, responsável pelo setor de inovação tecnológica da PM catarinense.

 

O aplicativo possibilita acesso a câmeras de monitoramento das cidades, informações de procurados, mapa de localização das viaturas mais próximas e GPS. Uma impressora térmica acoplada ao veículo disponibiliza o boletim de ocorrência na hora, e os policiais ainda podem registrar provas de crimes por meio de áudio e vídeo.

 

Para colocar o projeto em prática em 70% do Estado, a PM contou com investimentos do Poder Judiciário e do Ministério Público. A expectativa é alcançar 100% das guarnições até março do ano que vem.– Nada substitui o ser humano. Mas a tecnologia agiliza o tempo de resposta à sociedade – avalia Elisandro Lotin, diretor da Associação dos Praças de Santa Catarina.

 

TEXTO 3

No Ceará, uma nova plataforma inteligente têm trazido resultados na captação de carros roubados ou clonados. O Sistema Policial Indicativo de Abordagem (SPIA) é desenvolvido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e a Universidade Federal do Ceará (UFC). Conforme André Costa, titular da SSPDS no Ceará, o sistema reúne dados de órgãos de segurança federais, estaduais e municipais e é capaz de identificar e acionar quando um carro é roubado ou tem placa clonada.

 

“Antes do SPIA tínhamos muita boa vontade e disposição do policiais, tínhamos câmeras utilizadas mas que dependiam do fator humano, hoje eu dependo menos do homem e da mulher da segurança e dependo mais da nossa inteligência artificial, hoje eu consigo, com esses diversos sensores e câmeras, ter dados em tempo real. A gente cria algoritmos e parâmetros que essa inteligência artificial nos dá de forma automatizada”, explica.

 

Em cerca de um ano, por meio da plataforma, houve redução em 30,9% em roubos de veículos em todo Estado. Em relação ao índice de recuperação de veículos, o aumento foi de 43% entre 2017 e o ano anterior. Além da redução dos crimes, o sistema permitiu ainda a integração com dados da Paraíba em protocolo assinado no mês passado.

 

O resultado é positivo, mas, apesar de uma das bases desse monitoramento ser a vigilância da mobilidade do crime, ainda não existem resultados significativos na redução do número de homicídios. Francisco Lucas de Oliveira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (SIMPOL), reconhece o mérito do sistema, mas critica que muitos delegados titulares sequer têm acesso. Para Oliveira, isso dificulta a integração e investigação.

 

Questionado, o secretário argumenta que o sistema segue em aprimoramento tanto para a revisão de permissões quanto para as possibilidade de usos. “O que tem impactado mais é na investigação e elucidação dos homicídios, o que vai impactar na prevenção é a territorialização, segunda parte dessa estratégia”, diz. André afirma que há investimento aprovado em processo de execução de R$ 8,5 milhões em tecnologia. Além de aquisição de equipamentos, a verba será empregada em bolsas para pesquisadores na área.

 

TEXTO 4

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A ELABORAÇÃO DO TEXTO

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: " A tecnologia no combate ao crime". Apresente proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.