O aumento dos casos de ansiedade no Brasil


TEXTO 1

O Brasil é considerado o país mais ansioso e estressado da América Latina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos dez anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. No Brasil, 5,8% dos habitantes – a maior taxa do continente latino-americano – sofrem com o problema.  

Em relação à ansiedade, o Brasil também lidera, com 9,3% da população. Esse problema engloba efeitos como fobia, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse pós-traumático e ataques de pânico. As mulheres sofrem mais com a ansiedade: cerca de 7,7% das mulheres são ansiosas e 5,1%, deprimidas. Já entre os homens, o número cai para 3,6% nos dois casos. 

A professora Alline Campos, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, explica como diferenciar o estresse, a depressão e a ansiedade. “Estresse é uma coisa que vivemos e estamos expostos a todo tempo; a ansiedade é uma doença grave relacionada com o futuro, a pessoa sempre sente receio em tudo o que vai fazer. Já a depressão está relacionada ao passado, algo que é um peso; a pessoa se sente deprimida, incapaz de expressar seu sentimento e com medo de lidar com certas situações.”  

 

TEXTO 2

Essa foi a realidade enfrentada por uma jovem de 16 anos. A adolescente, diagnosticada com ansiedade e depressão, conta que descobriu o transtorno durante a volta às aulas no ano de 2015. “Quando me trocaram de turno, acabei desenvolvendo uma fobia de abandono. Eu caía em desespero e chorava incansavelmente antes de me arrumar para a escola. Até hoje sinto isso quando penso em algo relacionado ao futuro e a novos cursos”, diz. Atualmente, o seu quadro melhorou e para ajudar, a estudante faz um calendário semanal para contar o tempo que falta para os recessos escolares.

Aos 33 anos, a jornalista Solange* também convive com as duas condições. “Nos momentos de crise, sinto fadiga, dor nas costas, tristeza, falta de ar, dor no peito, falta de vontade de sair da cama e apetite aumentado”, afirma. Devido aos problemas, ela já chegou até mesmo a perder um emprego, após três meses de contratada. “Achava que todos na empresa estavam contra mim e que nada do que eu fazia dava certo. Daí, fui passando a não saber administrar isso, e acabei demitida, lamenta.

Ainda segundo a OMS, mulheres jovens, grávidas ou em período pós-parto e idosas representam a parcela que mais sofre com a doença, na qual o índice de incidência chega a ser 150% maior do que entre homens. A comunidade científica não possui uma explicação concreta para o fenômeno, mas alguns membros possuem teorias baseadas no convívio com pacientes.

 

TEXTO 3

Desafio. Os dados da OMS mostram que o problema é global. São 322 milhões de pessoas com depressão em todo o mundo – 4,4% da população e 18% a mais do que há dez anos. De acordo com a entidade, no Brasil, em 2015, eram 11,5 milhões com a doença e 18,6 milhões com transtorno de ansiedade. 

A OMS escolheu a depressão como o tema a ser alvo de campanha internacional. Para a entidade, governos ainda não dão uma atenção suficiente a esse problema de saúde. Na frente do Brasil na lista de países com mais vítimas da depressão estão a Ucrânia (6,3%), seguida da Estônia, dos Estados Unidos e da Austrália (os três com 5,9%). 

Segundo a OMS, a depressão é a doença que mais contribui com a incapacidade no mundo. Ela é também a principal causa de mortes por suicídio, com cerca de 800 mil casos por ano. 

Além da depressão, a entidade indica que, ao redor do mundo, 264 milhões de pessoas sofrem com transtornos de ansiedade, uma média de 3,6%. O número representa uma alta de 15% em comparação a 2005. 

No total, a OMS ainda estima que, a cada ano, as consequências dos transtornos mentais geram uma perda econômica de US$ 1 trilhão para o mundo. 

 

TEXTO 4

Resultado de imagem para aumento dos casos de ansiedade no brasil

A ELABORAÇÃO DO TEXTO

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: " O aumento dos casos de ansiedade no Brasil". Apresente proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.