Cibercondria: A doença da era digital


TEXTO 1

Se a hipocondria, crença infundada de que sintomas comuns podem indicar uma doença mais grave, já criava problemas expressivos aos pacientes e aos profissionais de saúde, a agora chamada cibercondria (hipocondria na era digital) tem sido então um tópico cada vez mais estudado pelos pesquisadores.

 

Quem nunca entrou na internet para investigar a respeito de seu problema de saúde?… É praticamente impossível achar alguém que nunca tenha feito isso.

 

Não que não seja legítimo e válido buscarmos informações, entretanto, para um grupo, isso pode se tornar um verdadeiro pesadelo. Para aqueles que são mais ansiosos por natureza e que já sofrem muito com a hipocondria, o acesso a centenas de informações pode acarretar ainda mais adversidades.

 

A cibercondria pode piorar as condições de saúde de muitos e gerar, de quebra, outros tipos de problemas. É, pelo menos, o que apontam alguns pesquisadores.

 

TEXTO 2

A automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. É o que revela pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), feita em setembro deste ano, em 129 municípios das cinco regiões do país. Para o cardiologista Marcos Vinícius Gaz, do Hospital Israelita Albert Einstein, o fácil acesso é uma das razões para o uso indiscriminado de remédios no Brasil. 

 

O índice de quem admite tomar remédio sem prescrição médica chega a 91% na faixa etária de 25 a 34 anos. Foram ouvidas 2.126 pessoas, e a margem de erro do levantamento é de dois pontos. “Qualquer pessoa pode comprar um analgésico no balcão da farmácia como se fosse um chiclete. Muitas vezes, até sem a orientação do farmacêutico”, afirma o médico.

 

TEXTO 3

De acordo com o psicólogo Odair Comin, “estatísticas mostram que pelo menos 5% da população sofre com a hipocondria. Muito vem do fato de a sociedade valorizar demasiadamente o corpo e, por consequência, a saúde”.

 

Hoje é possível encontrar remédios para muitos problemas de saúde. Ou, às vezes, nem são problemas de verdade, mas, pela necessidade de a indústria farmacêutica vender seus produtos, são veiculadas propagandas de medicamentos que mostram efeitos quase milagrosos sobre fatores que são ligados a uma saúde decadente.

 

São remédios para combater a tristeza, o sobrepeso, a ansiedade, entre outros, nos colocando como seres indefesos. “O que não é verdade, pelo contrário, é isso que acaba por deixar o indivíduo mais frágil e indefeso. Isso gera a necessidade de outros medicamentos, criando um ciclo vicioso sem precedentes e extremamente nocivo”, ressalta Comin.

 

Com isso em mente, é essencial destacar que, por mais eficaz que pareça na propaganda, nenhum medicamento deve ser consumido sem antes passar pelo diagnóstico profissional — seja um shake para emagrecer, um comprimido que combate o mal-estar em uma hora ou promete dar energia para passar o dia.

 

TEXTO 4

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A ELABORAÇÃO DO TEXTO

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: " Cibercondria: A doença da era digital ". Apresente proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.